As saudades que eu já tinha…

domingo, 19 de setembro de 2010

Pode-se dizer que procurar casa em Turim é uma tarefa que de fácil tem muito pouco, e quando se é rapaz e se é só um, a situação agrava-se, e de que maneira, e quando chegamos à parte dos preços e do quanto estamos dispostos a pagar, rapidamente nos apercebemos que o melhor é começar a esperar um milagre.
Para ajudar, aqui existe esta associação incrível chamada Sportello Casa que tem uma base de dados muito boa e um atendimento ainda melhor. A par desta, existe também a Fundacione Falciola que tem à frente um senhor do mais simpático que pode existir no mundo, um aficionado cego do Sampdória e que passa mais tempo a discutir ao telemóvel do que propriamente a fazer qualquer outra coisa.



Depois de quarto dias de procura intensa sem resultados, por qualquer razão logística e falta de sorte à mistura, apareceu esta casa, para duas pessoas, que ia ver com o Rasmus, pois também ele já se começava a sentir um pouco menos seguro com o seu hotel até Domingo. Fomos enviados da Sportello para a Falciola, e o Marco (o senhor do telemóvel) que já conhecia o “Portuguese” ao longe, indicou-nos esta casa um pouco longe do centro. O Rasmus de imediato disse que não estava interessado, mas eu fui lá ver na mesma. A verdade é que a casa não era assim tão longe, e o eléctrico n.º 15 leva-nos lá directos do centro. O Marco veio na sua mota para me mostrar a casa e logo se apercebeu que eu a ia ver sozinho, porque também já sabia dos requisitos que o “Danese” tinha para a sua casa.
A vizinhança era fantástica, existem dois parques relativamente próximos, dois super-mercados e as ruas eram largas (vim a perceber aqui, que quanto mais largas são as ruas, melhor é o ambiente e o aspecto de quem caminha nos passeios das mesmas), a mim pareceu-me um sonho.
Quando entramos, vi que a casa tinha dois quartos, um de solteiro e um duplo. Não havendo necessidade de explicar toda a conversa que levou ao desfecho da história, esta acabou com o Marco com as mãos na cabeça, a dizer “eu não posso fazer isto”, eu a responder “podes, podes” e com um aperto de mão.
Tenho casa.
Estou num quarto de solteiro maior do que o que tinha em Portugal, com um jogo de dardos, um poster enorme d’O Padrinho, mobília do IKEA e lençóis verdes. Apesar de ser um preço acima do que aquilo que queria pagar, tenho o melhor quarto de todos os que já vi em Turim, e vi muitos. A casa só peca por não ter internet, vou ter de ver os preços quando tiver colegas aqui a viver, porque ela tem ainda o quarto duplo vazio. Além disso tem uma cozinha, uma casa de banho, uma sala pequena e duas varandas (uma no meu quarto), e tirando a limpeza que precisa, está em óptimas condições para ser habitada, por mim e por visitas que aqui queiram passar uns dias.

A escrever do melhor quarto de Itália,
Miguel

2 comentários:

Mariana disse...

o que fizeste tu o Marco fazer que ele não podia!?!? huummm... :P
ai são aceites visitas por essas bandas menino joão?! :)

Bia Alcure disse...

olá! Tenho interesse em morar um tempo em Turim. Gostaria de saber o preço do aluguel de uma casa como a sua.